sexta-feira, 19 de março de 2010

Apresentação

Desconforto!

Não há uma leitura apenas, nem uma única linguagem. Muito menos existe uma expressão, uma discussão, apenas. Há uma multiplicidade de leituras, linguagens, expressões, discussões.

Há um incômodo na constatação de não haver uma identidade. Existem várias.

Natural!

A arte de Juiz de Fora, assim como a própria cidade, não é possível classificar. Está em constante movimento, crescimento e expansão.

O Confraria de Arte – Coletivo de Artistas Visuais de Juiz de Fora representa um momento nessa lírica, que vai do clássico ao contemporâneo, do silêncio à verborragia, do figurativo por excelência ao abstrato absoluto. A poética da perturbação revela a força artística de um encontro que se promete fértil, respeitando os limites do eu-lírico.

Impossível não resgatar o inclassificável escritor João Silvério Trevisan: “A identidade está baseada na mais absoluta impossibilidade de se identificar”. Assim, talvez a arte exerça seu maior papel: eliminar, definitivamente, o conforto, e, perturbar!

Mauro Morais co-autor do projeto

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